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Tudo de Cor para o Hospital Bom Pastor

INSTITUCIONAL 

 

 

Tudo de Cor para o Hospital Bom Pastor

por Fhomuv

26/10/2016 10:24

Tudo de Cor para o Hospital Bom Pastor
Prefeitura de Varginha vai inaugurar pintura do Hospital Bom Pastor

 

Pintura foi realizada através do projeto “Tudo de cor” da Tintas Coral

 

 Está marcada para o dia  31/10, às 14h, a inauguração   da nova pintura do Hospital Bom Pastor, realizada através do Projeto “Tudo de cor”, da Tintas Coral, um projeto socioambiental que renova a pintura de imóveis relevantes para a sociedade em todo o Brasil, com a missão de levar cor para a vida das pessoas.  A solenidade contará com a presença do padrinho do Centro de Oncologia, o Cantor e compositor Wilson Sideral e terá ainda a apresentação do Coral “União de Voz” formado exclusivamente por pacientes em tratamento no Centro de Oncologia do Hospital Bom Pastor.

A escolha do Hospital Bom pastor se deve ao fato de tratar-se de uma instituição pública, que atende 100% SUS, e que presta assistência em UTI, internações clínicas gerais e cirúrgicas oncológicas, além do pronto atendimento,  com mais de 18 mil procedimentos por ano divididos em 55 especialidades.  Foram disponibilizados pela Tintas Coral mais de 1.800 litros de tinta, nas cores selecionadas, promovendo a adequação do hospital às normas de vigilância sanitária.

Um dos pilares do projeto é a capacitação da comunidade por meio do curso de pintura ministrado pela Tintas Coral. Nessa edição, aproximadamente 20 aprendizes foram capacitados. Vale lembrar que em 2012 o projeto revitalizou o Estádio Dilzon Melo com cerca de 6 mil litros de tinta e capacitou 40 presidiários que ajudaram no mutirão de pintura da edificação.

 O projeto também já levou cor para outras instituições da saúde como o novo hospital do GRAACC em São Paulo, que teve o ator Reynaldo Gianecchini como padrinho, e o Hospital Pompéia em Caxias, apadrinhado pelo técnico da seleção Brasileira Luiz Felipe Scolari. Ao longo de sete anos, o Tudo de cor tem mais de 1500 execuções. Neste período, cerca de 60 milhões de pessoas foram impactadas direta ou indiretamente, e mais de 800 mil litros de tintas foram destinados para pintar 8600 imóveis por todo o Brasil.

 Para o Presidente da Fundação Hospitalar de Varginha, Luiz Fernando Alfredo, a parceria foi de suma importância para a população e para o próprios serviços desenvolvidos no Hospital Bom Pastor, além do que, comprova que as Tintas Coral dão um exemplo de “Empresa Cidadã”.

https://www.youtube.com/watch?v=Hf2ch6ZHYHc&sns=fb

 

Entrevista Hospital Arquitetura: Tulio Sabbato

Entrevista Hospital Arquitetura: Tulio Sabbato

Consultor da Comporte Participações, o engenheiro Tulio Sabbato, que trabalhou em Paris durante um ano, aponta os aspectos da legislação do tratamento de ar brasileira que poderiam ser aperfeiçoados

Tulio Sabbato, engenheiro civil, especializado em domótica na França, que trabalhou no escritório de engenharia, AACCES Qualité, no setor Ambientes - Moradia, fazendo recenseamento de textos, normas e recomendações relativas à qualidade do ar e da água em hospitais, clínicas e moradias

Formado há nove anos, o engenheiro civil Tulio Sabbato, pós graduado em automação e rede de computadores pela Universidade de Rennes na França, que trabalhou com controle do ar em Paris, em depoimento ao portal Hospital Arquitetura, compara a legislação para tratamento de ar nacional com a francesa, apontando as diferenças entre ambas e os aspectos que aqui poderiam ser melhorados.

Relate-nos a sua experiência na área de controle de ar em ambientes descontaminados.

Sou formado em engenharia civil com especialização em domótica (building management) pela Universidade de Rennes, na França. Trabalhei 12 meses na França em um escritório de engenharia, AACCES Qualité, de 2001 a 2002, no setor Ambientes - Moradia, fazendo recenseamento de textos, normas e recomendações relativas à qualidade do ar e da água em hospitais, clínicas e moradias; elaboração de projetos de assistência à concepção de estabelecimentos da saúde e da indústria; serviço de vistoria na construção de cozinha, construída em clínica de saúde - verificação das instalações e controle de qualificação operacional na entrega da obra (ar, água, superfícies). Na ocasião, participei da organização do 7° Congresso Nacional Qualibio, em Paris, que tem como objetivo a administração e a gestão dos riscos de infecção, com enfoque aos aspectos arquitetônicos dos hospitais.

Em que difere a legislação francesa da brasileira?

A legislação brasileira que regula a qualidade do ar de interiores é incipiente quando comparada à legislação francesa. Temos basicamente uma portaria e uma resolução. Existem centenas de leis e decretos na França que regulam a qualidade do ar nos centros cirúrgicos. Leis associadas a normas que determinam a taxa de umidade ideal para esses ambientes, características térmicas do prédio, diferentes zonas de risco para cada bloco cirúrgico etc. Tratam-se de riscos que são completamente negligenciados por aqui, como por exemplo, a legionella (doença do legionário ou legionelose é uma forma de pneumonia atípica causada pela bactéria Legionella pneumophyla). Sistemas são criados para evitar água estagnada nos dutos, circunstância que aumenta o risco de colônias dessa bactéria.

Fale da sua experiência em trabalhar na França com controle e condicionamento de ar em salas limpas e ambientes descontaminados?

Esses estudos são direcionados com um alto grau de planejamento na Europa. A sociedade europeia exige cada vez mais controles e leis que permitam excelência nos serviços médicos. Trabalhar na área me permitiu conhecer conceitos técnicos que podem ser aplicados no Brasil para reduzir a mortalidade por infecção hospitalar e consequentemente reduzir gastos com a saúde bem como evitar litígios e processos judiciais com famílias prejudicadas. Alguns cuidados na manutenção correta de dutos de ar condicionado e tubulações de hidráulica são medidas que apliquei em alguns relatórios que formulei no escritório em que trabalhei por algum tempo.

Em que poderíamos melhorar?

É imprescindível que o paciente tenha proteção desde o preparo de uma cirurgia até a sua liberação para a UTI ou quarto. Essa proteção inclui também a sala de recuperação que muitas vezes é esquecida. Devemos melhorar os procedimentos rotineiros dos profissionais da área de saúde. Existem casos de cirurgiões extremamente experientes que não limpam adequadamente seus óculos de proteção , expondo o paciente a apenas alguns centímetros de uma eventual zona de infecção. Ao meu ver temos problemas culturais que devem ser corrigidos dentro de uma estrutura hospitalar. Do ponto de vista técnico, acho que os filtros deveriam ser dimensionados de acordo com o EPM (Emissão de Partículas por Minuto) conforme cada tipo de cirurgia. Isso já é praticado na França e outros países da união. Operar o fluxo de ar com as bocas de saída com fluxos unidirecionais reduzem o risco de infecção pela metade.

Comporte Participações S.A. - www.sabbato.eng.br
 
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