O Papel do Psicólogo Organizacional, Frente ao Assédio Moral

 

Contemporaneamente nas organizações a rotina frequente é desafiadora, competitiva e contendora, impactando diretamente nas relações laborais. Esse contexto organizacional, tão comum, possibilita a determinados indivíduos ações de perseguições e condutas negativas que geram graves danos manifestados no decorrer do tempo.

Em organizações que se baseiam no proceder enraizado no anteferir de resultados em contraposição à qualidade de vida do trabalhador, relações benéficas e demandas morais; é que transcorrem os casos de assédio moral. Uma violência muitas vezes subjacente, mal interpretada como sendo uma pretensa busca por melhores desempenhos, ou até mesmo ações entendidas sob o prisma de pilhéria costumeira.

Assédio moral no trabalho é reconhecido por uma frequência prolongada e continua de episódios de constrangimento e humilhações, por parte de integrantes do ambiente laboral. Resultando em um desequilíbrio nas relações, impactando na vida profissional e pessoal das vítimas desta violência, que veda a capacidade de reação, impossibilitando réplicas e ações de defesa, prejudicando profundamente a saúde física e psíquica, bem como atingindo diretamente a produtividade do indivíduo.

Essa tendência terá impacto em muitostipos de setores e práticas especializadas.Aproximar-se das necessidadesdessa população, com compreensãofuncional e empatia, abre uma oportunidadeexpansiva para a criação de projetosresponsivos, integrais e intuitivos.O objetivo disso é oferecer suporte àsvulnerabilidades e necessidades físicas,cognitivas, sensoriais e emocionais dessapopulação.

O que o assédio causa no colaborador ou na pessoa que é exposta ao problema e como o psicólogo organizacional pode intervir?.

Do ponto de vista acadêmico justifica-se o aprofundamento no assunto perante a veracidade da existência desta crueldade nas corporações, e o fardo inadmissível que repercutirão como consequência no decorrer do tempo. A compreensão e a destreza em trabalhar o assunto, propicia condições de gerir organizações e pessoas, capacitando gestores a conceber de forma crítica a acepção do assédio moral no trabalho.

As primeiras investigações publicadas acerca do fenômeno assédio moral no ambiente de trabalho ocorreram na década de 1980. Grande parte delas enfocaram as características da conduta e suas consequências para o trabalhador (VASCONCELOS, 2015).

O assédio moral corresponde a uma anomalia típica dos relacionamentos humanos. Ocorre que, em razão da conscientização cada vez maior e reconhecimento dos direitos humanos como demanda constitucional, o problema ganhou destaque (SANTOS, 2005; BARRETO, 2003; VASCONCELOS, 2015; VASCONCELOS, 2016).

O assédio moral é um assunto que instaura atenção de pesquisadores e estudiosos de variados campos de atuação, já que o conhecimento e aprofundamento no tema, possibilite evidenciar as formas de relacionamento nas organizações, os efeitos sobre o trabalhador, corporações e a sociedade como um todo. Ao abranger brevemente a conceituação e impactos desdobra-se abordagens que impulsionem intervenções e prevenções objetivando boas práticas organizacionais.

Levando o assédio para área da saúde, mais exato na enfermagem, podemos ver nessa matéria que as mulheres são as que sofrem mais com o assédio moral.

Apesar da mulher alcançar a oportunidade de se instruir como os homens, ainda hoje as oportunidades no mercado de trabalho não são as mesmas para ambos os sexos. Na atualidade pode-se averiguar que há uma cisão de gênero dentro das profissões, um bom exemplo disso é o setor da enfermagem.

O enfermeiro sofre assedio de todos os lados, partido desde o início a quantidade de horas trabalhadas e as escalas abusivas por alguns gestores. A profissão de enfermagem está muito propicia a sofrer essa violência psicológica, pois possui características naturalizadas como femininas e também pelo fato de as mulheres constituírem a maior parte dessa profissão.

A Psicologia Organizacional no trabalho ocupa a 2º maior área de atuação com 30% dos profissionais atuando em empresas de Recurso Humanos.

 
 O Psicólogo Organizacional tem e deve trabalhar muito com as áreas das empresas e principalmente com a área de recrutamento e seleção, para que não contrate, principalmente cargo de chefia despreparada e cause um dano maior na organização. O Psicólogo organizacional tem o papel fundamental na orientação dos trabalhadores em relação ao que fazer perante o ocorrido, para o fortalecimento do grupo de trabalho a realização de treinamentos e qualificações dos colaboradores, serão importantíssimos nas mudanças do clima organizacional.

Medidas preventivas apresentam cada vez mais efeitos positivos, acarretando na diminuição e interdição do assédio moral no trabalho, favorecendo o ambiente organizacional, reduzindo custos e gerando qualidade para o trabalhador.

Esse trabalho foi feito realizado uma pesquisa no setor de enfermagem do hospital de Cotia, onde pudemos constatar que realmente a maioria dos assediados são as mulheres entre 25 a 40 anos.

Muitas se negaram a responder o questionário por medo de punição dos gestores, das 53 entrevistadas apenas 35 responderam os questionários.

Das perguntas feitas no questionário a que teve a porcentagem maior (53%) foi:

  • Em seu ambiente de trabalho você é obrigada com frequência a realizar tarefas que não são de sua função ou passa por algum tipo de humilhação?
  • Você costuma ser criticada ou chamada atenção na frente de outras pessoas constantemente?

O assédio moral frequentemente representa uma agressão silenciosa ou disfarçada, que deixa graves consequências, e na maior parte das vezes a vivência da situação é silenciosa, sendo que o assediado tem sua capacidade de reação reduzida. Para que essa situação seja alterada é necessário que a realidade do ambiente laboral seja atentamente observada.

Através deste estudo deduz-se que as relações laborais passaram e ainda passam por constantes repercussões resultantes da globalização e das mudanças ocorridas no ambiente corporativo. Para a organização a força de trabalho representa a obtenção de lucratividade. Portanto é fundamental que a organização perscrute formas de anular ações que resultem em assédio moral.

É primordial que as organizações de saúde elaborarem medidas capazes de combater tal violência, tais medidas incluem analise da condição do ambiente laboral, divulgação de informações com relação ao assunto por meio de canais de comunicação interno e palestras, interferências preliminares, treinamento e incentivo a denúncia garantindo a intolerância absoluta contra o assédio moral. Em conclusão, é fundamental que o tema seja abordado com prudência, para que relações no ambiente laboral sejam de valorização profissional, onde o indivíduo é reconhecido como parte integrante de todo o processo produtivo, indispensável ao sucesso da organização. Através desse artigo, confirma-se a tese defendida, de que o psicólogo organizacional deve atuar frente as situações de assédio moral, pois ele é o profissional responsável pela promoção da saúde mental e pelo fenômeno do assédio que provoca adoecimento biopsicossocial do trabalhador.

Conclusão

O assédio moral frequentemente representa uma agressão silenciosa ou disfarçada, que deixa graves consequências, e na maior parte das vezes a vivência da situação é silenciosa, sendo que o assediado tem sua capacidade de reação reduzida. Para que essa situação seja alterada é necessário que a realidade do ambiente laboral seja atentamente observada.

Através deste estudo deduz-se que as relações laborais passaram e ainda passam por constantes repercussões resultantes da globalização e das mudanças ocorridas no ambiente corporativo. Para a organização a força de trabalho representa a obtenção de lucratividade. Portanto é fundamental que a organização perscrute formas de anular ações que resultem em assédio moral. É primordial que as organizações de saúde elaborarem medidas capazes de combater tal violência, tais medidas incluem analise da condição do ambiente laboral, divulgação de informações com relação ao assunto por meio de canais de comunicação interno e palestras, interferências preliminares, treinamento e incentivo a denúncia garantindo a intolerância absoluta contra o assédio moral. Em conclusão, é fundamental que o tema seja abordado com prudência, para que relações no ambiente laboral sejam de valorização profissional, onde o indivíduo é reconhecido como parte integrante de todo o processo produtivo, indispensável ao sucesso da organização.

Através desse artigo, confirma-se a tese defendida, de que o psicólogo organizacional deve atuar frente as situações de assédio moral, pois ele é o profissional responsável pela promoção da saúde mental e pelo fenômeno do assédio que provoca adoecimento biopsicossocial do trabalhador.

Fontes

  • BARRETO, M. Assédio moral: trabalho, doenças e morte. In: Seminário Compreendendo o Assédio Moral no Ambiente de Trabalho [manuscrito]: [anais] / coordenação técnica, Cristiane Queiroz Barbeiro Lima, Juliana Andrade Oliveira, Maria Maeno. – São Paulo: Fundacentro, 2003. p. 13-26.

  • VASCONCELOS, Yumara L. Assédio moral nos ambientes corporativos. Cadernos EBAPE-BR, v. 13, n. 4, p. 821-851, 2015.

  • VASCONCELOS, Yumara L. Dignidade humana e os limites do que se define como dignidade humana. Revista Diálogos interdisciplinares. v. 5, n. 2, 2016.

Autor

Vanessa Cristina Pereira de Almeida

Formada em Administração Hospitalar e Pós-Graduada em Psicologia Organizacional. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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