Serviços e Tecnologia

DI-NOC, novo revestimento sustentável chega com mais de 600 opções de acabamento ao país

Chega ao Brasil revestimento prático e inovador que está em alta no Japão

Flexibilidade: DI-NOC aplicado no forro colabora com a estética e acústica do ambiente

 

O DI-NOC faz parte de uma nova geração de produtos ambientalmente responsáveis e promete em quase 700 opções de design mais do que um simples revestimento. É indicado ás novas construções e reformas e pode ser utilizado em todos os tipos de ambientes. Trata-se de um filme vinílico auto-adesivo com espessura de 0,21mm, aplicável em paredes, pisos, forros, fachadas e mobiliário, inclusive em superfícies curvas e já revestidas com outros acabamentos. Miguel Lima, especialista em marketing da área de comunicação visual e arquitetura de interiores da 3M do Brasil, esclarece: “O DI-NOC foi desenvolvido na década de 60 para colecionadores de carros revestirem seus modelos com detalhes próximos à madeira. Essa película que começou como moda entre aficionados por carros, hoje é referência em revestimentos no Japão, que desde a década de 80 já a utilizam”. O DI-NOC possui diversas linhas que se encaixam em diferentes tipos de situações (ambiente externo e interno, áreas molhadas, comunicação visual, etc), em padrões que simulam texturas de pedras, metais, couro, areia e tecidos.

Cases na Ásia e Estados Unidos demonstram que a especificação desse revestimento é abrangente e indicada em hospitais, graças ao seu tratamento antibacteriano (linhas NEOX e Single Color) que ajuda no combate às infecções, facilidade de manutenção e limpesa (água e sabão neutro), instelação rápida sem sujeira, barulho ou cheiro e no fato do DI-NOC utilizar componentes à base de água, evitando alergias. É perfeito para substituir ou complementar acabamentos naturais ou sintéticos mais caros. Lima cita o Tóquio Midtown Complex, lançado pela administradora de imóveis Mitsui Fudosan (Tóquio), que possui um centro médico com aplicação do produto em 70mil m² e 40 tipos de acabamentos e texturas. 

Responsabilidade Ambiental: DI-NOC colabora na obtenção do Selo Verde

Do teto ao solo, DI-NOC com textura de madeira aplicado nas paredes e mesasCriatividade, tecnologia e rapidez na aplicação imperam no DI-NOC, mas em tempos  de preservação do meio ambiente este produto também apresenta um diferencial no que refere à sustentabilidade.

O DI-NOC é sustentável pela possibilidade de reutilização de mobiliário e alvenarias e também pelo uso de componentes com baixo índice de emissão de COV (composto orgânico volátil); além de possuir certificados referentes ao seu desempenho antibacteriano, não inflamável e com baixos níveis de substâncias nocivas. Segundo a 3M, esses itens contribuem e garantem que o DI-NOC torne-se um elemento que, se corretamente utilizado, adiciona pontos em construções sustentáveis no processo de obtenção do LEED (selo verde) do GBC- Green Building Council.

A Cabe Arquitetura Hospitalar é pioneira na especificação do DI-NOC no Brasil. Para Solange Ribeiro, gerente comercial da Técnica Esquadrias, a Cabe Arquitetura Hospitalar sempre busca novas tecnologias para seus projetos:

"a Cabe desenvolveu para a Técnica um conceito de porta de correr para hospitais muito aplicável em leitos de UTI´s. Além da tecnologia deste sistema, a grande inovação é a aplicação do DI-NOC sobre o alumínio, possibilitando diversos padrões de acabamentos que torna os caixilhos de alumínio mais decorativos, contribuindo para obtenção de ambientes hospitalares mais acolhedores.”

O arquiteto Matheus Takayama, da Cabe Arquitetura Hospitalar, explica as vantagens do produto DI-NOC. “O melhor disso é que ao reformar ou renovar um ambiente, os novos padrões de acabamentos aplicados poderão ser facilmente substituídos no futuro, pois o DI-NOC oferece essa flexibilidade”, afirma Takayama.

PARA SABER MAIS
3M do Brasil

Link: 3M DI-NOC

 

Filtros de ar asseguram a vida de pacientes em hospitais


Eles evitam infecções e garantem a qualidade do ar

Quanto mais distante dos agentes causadores de infecções oriundas da má qualidade do ar, melhor é a vida e recuperação de todas as pessoas que passam pelos hospitais, sejam elas pacientes, do corpo clínico e demais funcionários. Parece trivial, mas ainda hoje é comum ocorrerem problemas causados pela ausência de investimentos relacionados a um ambiente limpo e livre desses parasitas, fungos.  Porém, colocar a vida de pacientes em risco devido à morbidade e mortalidade associadas a determinados patógenes do ar pode estar com os dias contados. Raphael Matias, gerente de marketing da Airfree, fabricante de filtros de ar, acredita que a preocupação demonstrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o tema pode reverter esse quadro. “Conhecendo os problemas em potencial advindos da má qualidade do ar, o órgão está em vias de publicar uma rígida lei para promover o controle da qualidade de ar em ambientes hospitalares e de saúde”, explica.

O problema é realmente sério. Segundo dados da Anvisa (2000), ocorrem aproximadamente 50 mil óbitos anuais devido a infecções, que já ocupam o terceiro lugar como causa de morte da população, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e doenças vasculares. Filtro Airfree reduz grande quantidade de microorganismos

Na proteção dos ambientes hospitalares, os filtros de ar desempenham papel de destaque indo justamente ao encontro do que a saúde exige. A Airfree, por exemplo, garante que em doze testes realizados em laboratórios independentes ao longo do mundo com seus produtos destinados a hospitais, a média de redução de bactérias foi 82% e de fungos 86%. “Importante ressaltar que se trata de reduções da carga microbiana no ar de ambientes em situação normal de uso (com ocupação de pessoas e objetos), e não, na saída de ar do equipamento onde a redução é 99,9% de qualquer microorganismo, seja fungo ou bactéria”, destaca Matias. Os equipamentos Airfree P80, complementa ele, podem interferir nas taxas de infecção hospitalar na medida em que reduzem, em grande proporção, a quantidade do bio-aerosol (quantidade de microorganismos presentes no ar). A empresa recomenda a utilização de um aparelho a cada 40 m² para assegurar a drástica redução do bio-aerosol. Para áreas maiores, devem ser utilizados mais aparelhos. Há outros modelos.

Steril-Zone: tecnologia de raios UVC potencializa efeito germicidaGislaine Alcantara, assistente de marketing da TROX , que represente o Steril-Zone, explica que o produto foi lançando recentemente no mercado brasileiro, indicado para qualquer ambiente onde haja preocupação com microorganismos no ar como os quartos de hospital, por exemplo.  De origem americana, o grande diferencial, segundo ela, está na alta eficiência em emissão de energia na banda UVC, a que elimina microorganismos. “Quando comparada a similares nos Estados Unidos, o emissor usado pela Steril-zone se provou seis vezes mais eficiente que o mais próximo concorrente”, afirma.Os purificadores Steril-Zone, complementa Alcantara, usam três tecnologias: de raios UVC - (Luz Ultra-Violeta de banda "C") com alto efeito germicida para limpar o ar dos microorganismos, além da tecnologia de filtragem HEF (High-efficiency filter), que removem mais de 95% de alérgenos e particulados de até 0,3 microns e retem mais de 90% das partículas com medida de 0,01 microns. Por fim, a tecnologia de filtro de carvão ativado XL, que mantém a absorção das substâncias químicas em suspensão, dos gases e odores e da fumaça de cigarro ao longo das 9.000 horas de vida útil do conjunto filtrante.

Identifique o produto adequado

De acordo com a arquiteta Célia Bertazzoli, especializada em projetos hospitalares, além de seguir as legislações que arregimentam cada ambiente dentro de um hospital, a identificação dos locais onde o filtro será instalado é um elemento preponderante na escolha de um produto adequado. “Obviamente seguindo os critérios da RDC 50, é necessário também separar bem os filtros que serão usados por questões de conforto daqueles que desempenharão um papel mais técnico. Numa sala cirúrgica, por exemplo, as necessidades da qualidade do ar são bem maiores, o que deve ser compreendido ainda durante o projeto”, comenta. Para ela, o maior desafio do ponto de vista arquitetônico quando se fala em qualidade do ar é oferecer soluções integradas no projeto com os engenheiros de instalação. “Fazer interferências no rebaixamento de forros, entre outras ações, devem ser contemplados na infra-estrutura”, indica aos gestores desses espaços.

 

Luminotécnica cria conforto para pacientes e reduz custos hospitalares


Projetos arquitetônicos que levam em consideração uma iluminação mais adequada ajudam no restabelecimento de pacientes, criam ambientes mais agradáveis e ainda contribuem para economia de energia

Iluminação colocda em alas e corredores e hospitais oferecem estímulos para pacientes e reduzir custos

 

A luz dentro de um ambiente é muito mais do que uma ferramenta para ajudar a visão humana a distinguir objetos e sombras. A intensidade, cores e quantidade de luminosidade interferem diretamente nas sensações que cada pessoa tem ao entrar pela porta. Dentro de hospitais, lugar geralmente associado a uma situação de risco, controlar a luz para oferecer estímulos tranqüilizadores e acolhedores é fundamental. Por isso, a luminotécnica, o estudo da aplicação da iluminação artificial em áreas internas e externas, é um aspecto cada vez mais importante dentro dos projetos arquitetônicos de edifícios da saúde. Recepções e salas de espera devem oferecer luz indireta e mais suaves para quem for atendido

Com o auxílio de um especialista no assunto, os hospitais conseguem equipar seus ambientes de espera, internação e procedimentos com um sistema de iluminação que proporcionará conforto e bem-estar aos usuários e às equipes que trabalham no local. Além disso, contribuirá bastante para diminuir os custos com um dos itens mais importantes para o hospital. “Investir em um projeto eficiente é fundamental, pois, entre outras coisas, reduz o consumo de energia com uma iluminação que não pode ser racionalizada”, afirma Neide Senzi, arquiteta e especialista em lighting designer.

O nível de redução de energia com uma iluminação mais racional dependerá muito do porte da organização e do uso que for feito nos ambientes internos. Contudo, pesquisas internacionais estimam que seja possível diminuir em até 40% o custo com esse quesito com a aplicação de sistemas e lâmpadas mais eficientes. No Brasil, muitos edifícios de saúde possuem instalações mal dimensionadas e antiquadas, o que pode contribuir para uma economia ainda maior depois de feitos todos os acertos necessários.

Graças ao desenvolvimento da luminotécnica, bastante difundida na Europa e nos Estados Unidos, hoje é possível projetar ambientes com iluminação individualizada, levando em conta a utilização que será feita do espaço. Alas infantis, por exemplo, precisam ter maior uniformidade nas cores e tonalidades de luz, porque o contraste e a escuridão total deixam as crianças assustadas. Já em setores geriátricos, a prioridade é evitar o ofuscamento da vista, uma situação comum ocasionada pelo desgaste tanto da retina quanto da córnea.

Espaços como a fachada do prédio devem ser bem iluminados, porém o uso de holofotes convencionais é um método rejeitado por organismos internacionais, como o Leed – em inglês, significa Liderança em Energia e Design Ambiental. Na recepção, luzes com menor intensidade de cor criam um clima mais aconchegante para os pacientes e seus acompanhantes. A sala de espera do Pronto Atendimento pode receber abajures e luzes indiretas, para criar um ambiente quase residencial e assim diminuir o nível de estresse geralmente encontrado.

Uso racional de lâmpadas é necessário para atingir a sustentabilidade dos edifícios de saúdePor outro lado, o centro cirúrgico e áreas de procedimento, onde a eficiência do corpo clínico é a prioridade, devem oferecer a maior quantidade de luz possível e sem que haja reflexos causados por objetos metálicos, por exemplo. Nesse ambiente é preciso seguir estritamente as normas técnicas e preocupar-se com a assepsia, mantendo luminárias e interruptores vedados.

As UTIs provavelmente são o setor dos hospitais que mais evoluíram com a luminotécnica. Isso porque a área precisa ser iluminada satisfatoriamente para que médicos e enfermeiros trabalhem, mas sem interferir no conforto dos pacientes, que precisam de um ambiente o mais acolhedor possível para se recuperar. Neide Senzi diz que a automação é a melhor solução para o caso. “Com as luzes setorizadas, as enfermeiras podem trabalhar durante a noite sem atrapalhar os que dormem e os pacientes podem controlar individualmente a intensidade da luz durante o dia. Esse controle além de contribuir para a recuperação do paciente ainda diminui o consumo de energia.” Sistema de iluminação é utilizado em hospitais para acalmar pacientes durante exames de alta complexidade

Inovação da Philips

Outro ambiente que merece destaque é o Ambient Experience, desenvolvido pela Philips e já implantado no Sírio Libanês e no Hospital do Câncer, por exemplo. A ambientação das salas de exames é feita com leds, e é totalmente baseada na resposta emocional das pessoas diante da luz.

Além de ajudar o paciente a relaxar e controlar o medo e a ansiedade, o projeto também beneficia os profissionais e favorece o diagnóstico, já que distorções ocasionadas pela agitação do paciente são menores.

O sistema funciona com a projeção de imagens nas paredes e no teto, e comprovadamente ajudam a diminuir o estresse causado em claustrofóbicos e crianças. Uma das figuras chega a ensinar o pequeno paciente a prender a respiração, se for necessário. Segundo a pesquisa promovida pela empresa, nos Estados Unidos, 90% afirmaram que esse ambiente contribui para aumentar o conforto físico e emocional.

 

Newsletter

Selecione sua área de interesse:

Núcleo de Pesquisa e Estudos Hospital Arquitetura

Tel.: 11 5584-5277
nupeha@hospitalarquitetura.com.br